quarta-feira, 27 de novembro de 2013 - 0 comentários

A importância da felicidade!

A felicidade é importante para todos nós...é importante sermos quem somos sem medos, credos, julgamentos, nos sentirmos bem connosco próprios, fazermos aquilo que realmente gostamos, seguirmos os nossos sonhos e o resto não fica para além do que gira à nossa volta!



Nunca, nunca é tarde, lembra-te sempre disso...
Quando vezes a certa altura da vida nos apercebemos que estávamos errados e que não era isso que queríamos...e sentimos-nos zangados connosco próprios, porque não exploramos as devidas hipóteses que tínhamos, deixamos de lado algumas, e simplesmente não lhes demos a devia atenção e importância, depois mais tarde crescemos, a nossa forma de pensar e ver o mundo em redor altera-se e o que acontece é nos arrependermos seriamente que foi o meu caso... agora vejo e de olhos bem abertos que Teatro é a minha paixão sem dúvidas e não Informática...
Desde a escola de artes performativas que deu nos MCA que fiquei fascinado, e sempre adorei ver as telenovelas e perceber os diferentes papéis que um ator fazia numa (bomzinho) e noutra novela (vilão). E quando cheguei ao 9º ano surgiu aquela questão que nos surge a todos: O que escolher? O que é que me vejo a fazer? Eu andava com a mania de que queria Informática porque de fato adorava aquilo (TIC e computadores) mas não saberia muito bem algumas das coisas que me iriam surgir pela frente. E, o resultado do meu teste psico-técnico realizado nesse mesmo ano, deu-me como resultado artístico musical , e fui para informática por achar que era isso que queria, mas agora ao chegar ao 12º ano, vejo que afinal não era isso que queria...nunca tinha experimentado teatro e de facto só comecei no ano passado  e adorei, fez-me sentir mesmo bem, 5*! Agora penso: "que erro, onde tinha eu a cabeça", a psicóloga na altura ainda me perguntou e Teatro? Cantar? Não gostas? ... eu respondi que adorava cantar porque só tinha experimentado isso e que Teatro não sabia se gostava... simplesmente por falta de informação, por ter também um pouco de medo dado os meus pais não acharem isso ser vida digna para alguém, e  acabei por encolher os ombros e disse que ia para informática!
Eu acho que as pessoas deveriam ter a oportunidade para experimentar várias profissões e só depois decidir aquilo que se veem a fazer num futuro próximo, pois assim tomam-se decisões plenamente conscientes e acertadas.
Eu nem sou bom aluno a Matemática nem a Programação tampouco (não tenho raciocínio lógico nenhum e não é algo que me motive) Eu adquiri foi um dom para as letras (adoro escrever e sou muito bom nisso) e por incrível que pareça isso só aconteceu depois da minha depressão, foi com esta que consegui desenvolver e ir aperfeiçoando aos poucos esta grande habilidade e gosto pela escrita!

As pessoas não compreendem de facto a importância da felicidade e de alguém tem para mim,  poder estar com alguém para mim é a melhor coisa do mundo, vale mais do que estudar! Pessoas da minha família estão sempre a me dizer: "Estuda e esquece tudo o resto, dedica-te apenas à escola, vais ter tempo para decidires o que queres para a tua vida, ainda não tens idade para saberes o que queres." (Passo-me completamente com essas coisas, caramba, as pessoas nem sabem o mal que me estão a fazer ao dizer-me essas coisas que magoam imenso) A escola para mim não é a coisa mais importante do mundo, mas sim ser amado, ter alguém, ter carinho, amor, felicidade, amizade, ternura, afeto, (...) estar bem comigo próprio e me sentir bem, um rapaz feliz e realizado!

Ninguém compreende ao certo aquilo que eu sinto cá por dentro, às vezes nem eu próprio sei o que estou a sentir... Fazer teatro faz-me arrebitar, me sentir bem, é o meu porto de abrigo, é onde posso aliviar todas as mágoas e tensões, ser quem eu quero e entendo, é onde me identifico realmente, é onde sinto que pertenço, é um mundo onde posso ser quem sou sem problemas, medos ou julgamentos, é de facto uma enorme paixão, é algo tão divino que me faz sentir alegre e feliz, posso tanto expressar a minha raiva, tristeza, revolta, frustração, angustia, receio, medo, arrogância, bem como posso expressar a minha felicidade, alegria, bem-estar, harmonia, paixão, amor, amizade... posso decidir ser alegre ou triste, posso fazer do meu papel a minha vida diária de frustração, angústia e sofrimento, um espelho de reincidências, uma espécie de ciclo vicioso sem saber onde fica a saída, (…) ou posso ser a pessoa alegre, feliz, bem disposta, contente, grata, humilde, fofinha, carinhosa,… de sempre, que por detrás têm uma história de vida de grande sucesso, mas também de marcas profundas que jamais sairão e se esquecerão… Uma história de vivência, muito desalento e sofrimento, porém são essas coisas que o foram tornando na bela pessoa que ele é hoje, é graças a isso que ele é assim…autêntico, original, onde tal e qual ele existe uma pequena, quase escassa minoria. Cada um recebe de mim a parte que cativar...boa ou má. Existe a liberdade de ser-se “nós próprios” ou então passamos a encarar uma personagem que pouco ou nada está relacionada com a forma de ser da pessoa em questão, é todo um trabalho de esforço árduo, dedicação, paixão e muito gosto pelo que se faz acima de tudo
Teatro é encarado por mim como uma terapia, um todo crescimento de saberes nas diversas áreas que auxiliam a construção importante de pessoas capazes para lidar com a vida, o mundo em geral, colocando-se em variadíssimas situações, ajuda também a adquirir competências importantes e contribui sem dúvida para um melhor desenvolvimento pessoal.
Amo TEATRO!

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